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Como cuidar e amenizar as cicatrizes



O medo de cicatrizes aparentes e inestéticas faz com que muita gente deixe de realizar cirurgias desejadas e modifiquem aspectos de seus corpos que as incomodam. Não é segredo que todo procedimento cirúrgico deixa marcas apesar de buscarmos sempre fazer com que elas sejam cada vez menores e mais escondidas. Importante ressaltarmos que primeiramente temos uma ferida, que tratada corretamente promove uma cicatrização sadia e esteticamente adequada, sendo muitas vezes quase imperceptível.

Diversos fatores influenciam no aspecto final da cicatriz:

• Tipo de ferimento: Cicatrizes cirúrgicas evoluem melhor do que as acidentais por serem planejadas, corretamente posicionadas e realizadas em ambiente adequado com menor contaminação e riscos.

• Local: Cada área do corpo cicatriza diferentemente. Locais com maior tensão (menos pele) apresentam resultados estéticos piores, como cotovelos e joelhos. Pálpebras, por exemplo, tem uma excelente recuperação.

• Infecção: A primeira medida em qualquer tipo de ferimento é evitar contaminação e sujeira prevenindo infecção. A limpeza com água, sabonete e antisséptico é fundamental.

• Idade: Crianças e idosos apresentam cicatrizes de melhor aspecto estético devido a uma reposta inflamatória menor.

• Doenças: Diversas doenças não controladas podem atrapalhar o processo cicatricial, como a diabetes, má circulação, etc.

• Alimentação: A desnutrição impede o fechamento de feridas. Devemos realizar uma dieta balanceada, rica em vitaminas A e E além evitarmos a ingesta de alimentos inflamatórios.

• Tabagismo: O cigarro diminui a oxigenação dos tecidos sendo fator de risco para necroses, infecções e dificuldades de cicatrização.

• Técnica cirúrgica: O manejo delicado dos tecidos, escolha correta de fios e tipo de sutura são fundamentais no resultado.

• Roupas: O uso de malhas compressivas ajuda no remodelamento cicatricial, especialmente em queimaduras.

• Exposição solar: Recomendamos evitar o sol nos primeiros meses além do uso diário de protetores químicos e mecânicos. A irradiação solar tende a escurecer a cicatriz.

• Fitas, cremes e pomadas: A principalmente preocupação de quase todos os pacientes é qual pomada usar. Existem no mercado várias formulações com diversos princípios ativos, alguns com comprovada eficácia e outros apenas propaganda. Mas não há a melhor pomada, aquela que clareia a cicatrizes escuras, afina as largas e até tira rugas. Medicamentos a base de silicone e corticoides (inibem a proliferação de tecido cicatricial) são os mais utilizados e podem ser aplicados através de cremes, fitas ou até mesmo injeções.

Cada anormalidade da cicatrização deve ser tratada especificamente, considerando o tempo da cirurgia, tipo de pele e evolução até o momento. Por isso é imprescindível realizar os retornos médicos tardios, uma vez que a cicatriz final pode demorar até mais de 1 ano para ser atingida.

O tratamento e prevenção da má cicatrização devem ser iniciados antes do procedimento cirúrgico ou tão logo após o trauma ocorra, entretanto há tratamentos eficazes para as cicatrizes e sequelas tardias.

Cicatrizes patológicas, como hipertróficas e queloides, requerem um tratamento especial e complexo e já tema da nossa coluna aqui na revista em 2018. No site é possível conferir esta e outras matérias anteriores.

 

 

 

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